PUMANGOL E OTCHIVA LANÇAM PLANO DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL SOBRE A PESCA DE ESPÉCIES PROTEGIDAS E MITIGAÇÃO DA PESCA ARTESANAL DE ARRASTO

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A pesca artesanal, há muito tempo, é uma actividade responsável pelo sustento de grande parte da população mundial, e, actualmente, vem enfrentando momentos complexos e críticos, onde a ausência de fiscalização, diminuição gradativa das espécies, sobrepesca, poluição, são alguns dos fatores que colocam em risco a sobrevivência e a preservação desta cultura que perdura por longos e longos anos. Esta pesca é praticada diretamente pelo pescador profissional, de forma autônoma ou em regime de economia familiar, com meios de produção próprios ou mediante contrato de parceria, desembarcado, podendo utilizar embarcações de pequeno porte. E estima-se que a nível mundial a pesca artesanal é implementada por número muito elevado de pescadores, e desta forma, é uma das atividades de maior impacto social e econômico, sendo que 45% de toda produção anual de pescado desembarcada são oriundas da pesca artesanal.

Em Angola, apesar desta actividade ser regulamentada por legislações, nem sempre é respeitada e inúmeras são as infrações constatadas pelos órgãos competentes, como pesca de espécies ameaçadas de extinção, pescas em áreas ou períodos proibidos, pesca sem certificado de registro e autorização de embarcação pesqueira ou em desacordo com a legislação e comercialização de pescados sem origem ou proveniente da pesca ilegal em que tais irregularidades causam impacto tanto para a pesca artesanal quanto para a natureza. 

Espécies de peixes com tamanho muito reduzido capturados pela comunidade pesqueira

Com o objetivo de contribuir para a redução da prática de pesca artesanal de arrasto, a Pumangol dentro das suas responsabilidades sociais, e compensação ambiental face as suas actividades, em parceria com a Otchiva, lançou um plano de sensibilização ambiental sobre a pesca de espécies protegidas e mitigação da pesca artesanal de arrasto.

Fernanda Renée, líder da Otchiva, com a comunidade

O referido plano que será implementado na orla costeira situada no Distrito de Ngola Kiluange, afecto ao Muncípio de Luanda, tem como objetivos principais contribuir para a redução da prática de pesca artesanal de arrasto, através de acções de educação e sensibilização direcionada aos pescadores e dotar de conhecimento as populações de pescadores, peixeiras e utentes da praia em matéria de artes de pesca sustentáveis, higiene e saneamento sobre a pesca sustentável e boas práticas ambientais, e será desenvolvido em duas fases, cuja a primeira será voltada para a advocacia comunitária, e a segunda fase para a acção de educação e sensibilização.

Comunidade de pescadores a serem informados sobre o plano de educação

E como perspectivas, a Pumangol como detentora do plano de educação que terá a duração de 7 meses, pretende ter uma comunidade de pescadores sensibilizada para a observância de boas práticas que convergem para a protecção e conservação das espécies marinhas a nível local.

Mercado do peixe da comunidade local

De realçar que a Otchiva, no âmbito do seu trabalho de proteção e restauração dos mangais, sendo estes ecossistemas berçário da vida marinha, já tem realizado intensivos trabalhos de educação e sensibilização com várias comunidades costeiras de pescadores, sobre o uso sustentável dos mangais, ecossistemas este que várias comunidades têm-no como a sua única fonte de subsistência na exploração de peixe, crustáceos, moluscos, e outros recursos marinhos. Comunidades pesqueiras em Luanda, como a do Benfica, Tapo, Buraco, Farol, Ramiros, bem como as comunidades de Benguela, no Lobito, têm sido empoderadas pelo voluntários Otchiva com campanhas de educação ambiental sobre a pesca sustentável para o bem da continuidade da existência das espécies para que as gerações vindouras possam também beneficiar-se no futuro de todos os recursos marinhos disponíveis agora.

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