MANGAIS NA AGENDA DE TRABALHO DO  VICE- PR NO ACTO CENTRAL DO DIA DA PAZ EM ANGOLA

MANGAIS NA AGENDA DE TRABALHO DO VICE- PR NO ACTO CENTRAL DO DIA DA PAZ EM ANGOLA

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A importância dos mangais e a urgência da sua protecção face aos desafios que estes ecossistemas marinhos enfrentam que têm resultado na sua destruição colocando em risco não apenas a sobrevivência de várias espécies marinhas como peixe, crustáceos, moluscos, aves migratórias, como também deixam a costa vulnerável das erosões costeiras, ganham cada vez mais, a atenção especial do Vice Presidente da República de Angola, Dr. Bornito de Sousa que coloca a questão da protecção dos mangais, na agenda do Executivo angolano. E isso fica uma vez mais demonstrado na agenda de trabalho do Vice-Presidente da República na província de Cabinda, onde preside, em representação do Chefe de Estado, João Lourenço, o acto político central do 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional.

Acompanhado de alguns ministros e estudantes em cabinda, Bornito de Sousa participou na manhá de sábado, 03 de abril, numa campanha de plantação de mangues na Foz do Rio Chiloango, Vila de Lândana, Município de Cacongo.

Vice- Presidente, Bornito de Sousa, a plantar mangais em cabinda

Em declaração à imprensa, Bornito de Sousa, Vice Presidente da República de Angola, reforçou o desafio que Angola declarou perante África e ao mundo, a plantação de 1 milhão de mangais até Dezembro de 2021. “A importância dos mangais é por demais reconhecida, tem sido referida em vários momentos. O que fizemos é dar um passo mais, no quadro do desafio que lançamos este ano, de plantar um milhão de mangais, durante o ano 2021”, disse o Vice-Presidente de Angola, que terminou as suas declarações, apelando às províncias costeiras, onde haja mangais, a preservá-las e plantar outras, no sentido de adicionar as áreas cobertas por estas plantas.

Ministro da administração do território, Marcy Lopes, a plantar mangais em cabinda

De realçar que o Vice Presidente da República, Dr. Bornito de Sousa, já reuniu com a Associação OTCHIVA, organização líder na protecção e restauração dos mangais em Angola, acompanhadas de outras organizações da sociedade civil como a ADPP, ADRA, QUIMICA VERDE LAB, LIMPÁFRICA, OMUENHU, VIAS DO BEM, e outras como a Televisão Pública de Angola (TPA), na qual traçaram todas as estratégias que poderão permitir o alcance do desafio da plantação de 1 milhão de mangues, desafio este que todas as organizações presentes, garantiram ser possível, e para isto deverão mobilizar todo o país, contando com o apoio de toda a sociedade em Angola.

Ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, a plantar mangais em cabinda
Ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Manuel Tavares de Almeida, a plantar mangais em Cabinda
Ministro dos Recursos minerais, petróleo e gás, Diamantino Azevedo, a plantar mangais em Cabinda

MANGAIS DO RIO CHILOANGO, EM CABINDA, EM RISCO DE DESAPARECER?

O Jornal de Angola vem alertado desde 2015, através de várias reportagens, para o risco do desaparecimento dos mangais do Rio Chiloango. Tati Luemba, um dos ambientalistas em cabinda afeto a Secretaria Provincial de Urbanismo e Ambiente de Cabinda na altura,entrevistado pela fonte, lamentou o nível de destruição do mangal devido à estagnação das águas provocada pela falta de circulação entre o rio e o mar e pelos derrames de petróleo que se verificam com alguma frequência em Cabinda e Cacongo. “A Chevron fez estudos sobre o fenómeno da estiagem que se regista no mangal da foz do rio Chiloango, mas, como era de esperar, não se condena a si própria e limita-se a dizer que a seca resulta de derrames”, sublinhou Tati Luemba, que questiona os resultados apurados.

Mangais degradados do rio chiloango, cabinda

Nos mangais do local em referência, habitam inúmeras espécies de mamíferos, aves, peixes, moluscos e crustáceos, além de ser fonte de alimentos e rendimentos da população, contribui também para o equilíbrio ecológico da região, e o prejuízo da sua destruição ou do seu desaparecimento, para além da extinção de várias espécies, na região este prejuízo recai para a economia das comunidades costeiras e de pescadores, que perdem uma importante fonte de rendimentos, pois estas têm os mangais como a sua única fonte de subsistência na exploração dos recursos marinhos, como peixe, crustáceos, moluscos e outros.

DISTRIBUIÇÃO DOS MANGAIS EM ANGOLA

Em Angola, os mangais representam cerca de 0,5% da fitocenose total (Azevedo, 1970), com aproximadamente 1.250 km² (Booth, et al., 1994), localizando-se a maior concentração no estuário do Rio Congo a norte de Angola e no estuário do Rio Cuanza.

Florestas de mangal estão bem desenvolvidas em Cabinda, nas reentrâncias profundas na Laguna de Chicamba e no estuário do rio Chiloango. Ocorrem também na pequena baía por trás da Ponta Malembo e perto da cidade de Cabinda. A maior extensão de mangais em Angola encontra-se na margem Sul do estuário do rio Zaire. É uma faixa contínua de mangais com um comprimento de 35 Km e uma largura de 13Km cobrindo cerca de 27.300 hectares. Nos estuários dos rios Lucunga, M’Bridge ,Sembo, Loge, Uêzo , Onzo , Lifune, Dande e Bengo/Zenze).

Os mangais também ocorrem ao longo do litoral Baía de Mussulo que é protegida da influência do mar aberto pela Restinga das Palmeirinhas. A Sul da baía de Mussulo mangais ocorrem somente nas fozes dos rios Cuanza, Longa, Cuvo e Balombo. A formação de mangais na foz do rio Catumbela, entre Lobito e Benguela, marca o limite meridional da sua ocorrência na costa do Oeste Africano.

Leia também esta notícia  no site do OVPR: https://www.vicepresidente.gov.ao/questoes-ambientais-com-maior-visibilidade-na-ag enda-do-executivo-angolano/

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