Mangais, é o tema africano do ambiente 2021, e Vice-Pr de Angola é o convidado de honra da conferência na União Africana

Mangais, é o tema africano do ambiente 2021, e Vice-Pr de Angola é o convidado de honra da conferência na União Africana

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Dia 03 de Março assinalou-se em todo o continente africano, o Dia africano do Ambiente sob o tema; “Reforçar o Património dos Mangais Africanos para uma Maior Resiliência à Pandemia da COVID-19”

Para a União Africana, a decisão da escolha para discutir os mangais da costa africana, como tema, deste dia de grande impacto em África, para além  de estarem cientes das sérias ameaças que estes recursos enfrentam em África devido a uma combinação de factores, incluindo a redução dos mangais para assentamentos, produção de alimentos, erosão costeira e desenvolvimento mal orientado das infra-estruturas ao longo das costas, e igualmente preocupados com os impactos da extracção ilegal de areias e outros recursos ao longo das costas representando ameaças significativas à estabilidade das costas face à subida do nível do mar, que ameaça ainda mais o futuro de muitas das nossas cidades e vilas costeiras, a União Africana, na escolha do tema, também inspirou-se na liderança política do Vice-Pr de Angola, Bornito de Sousa na sua demonstração de apoio na protecção e restauração dos mangais em Angola levado a cabo pelos voluntários da Otchiva, um projecto de proteção e restauração dos mangais da costa de Angola.

Evento realizado Online

O evento africano que celebrou-se em formato Online, realizou-se durante 2 dias, de 03 à 4 de março, sendo o primeiro dia ter sido marcado pelas apresentações de vários países da costa africana como Angola, Camarões, Senegal, Guiné Bissau, Gambia, Serra Leoa, Nigéria, Moçambique e a Convenção de Abidjan que abordaram sobre os mangais em diferentes vertentes, desde informações sobre a sua importância, ameaças e desafios que estes ecossistemas húmidos enfrentam, bem como, as várias acções que visam a sua protecção, como foi o caso da apresentação de Angola, que esteve representada pela líder e fundadora da OTCHIVA, Fernanda Renée. 

Veja a apresentação da OTCHIVA, AQUI

No segundo dia, o fórum que foi reservado para figuras de alto nível como Moussa Faki Mahamat, Presidente da Comissão da União Africana, Bornito de Sousa, Vice Presidente da República de Angola, Phamba Penomwenyo Shifeta, Ministro do Ambiente e Turismo da Namíbia, Haider El Ali, antigo Ministro do Ambiente e protecção da natureza do Senegal , Lamin B. Dibba, Ministro do Ambiente, mudanças climática e recursos naturais, Fode Jawad, Ministro do Ambiente da Gambia, e de Josefa Sacko, Comissária da União Africana para a agricultura, economia rural, ambiente e economia azul, foi marcado pelo discurso do Vice Presidente da República de Angola, que realçou o compromisso do governo de Angola para protecção do ambiente, tendo dando a conhecer, que para os crimes que põem em perigo de extinção espécies animais ou vegetais, eliminando exemplares da fauna ou da flora, destruindo ou deteriorando do seu habitat natural, a pena máxima subiu de três para cinco anos de prisão maior. Ainda quanto a esta questão, Bornito de Sousa, recordou que o agravamento das penas, por si só, não resolve o problema das agressões ao ambiente e defendeu ser “importante reforçar os mecanismos de fiscalização e monitorização, pois verificam-se ainda situações como a pesca de arrastão, a deposição de lixo sem observância de regras ou preocupação com o impacto ambiental ou desmatamento de áreas importantes para fins de construção”, e frisou que essas práticas, são condenáveis e revelam irresponsabilidade e até afronta às autoridades. Ainda durante o seu discurso, sobre os ecossistemas dos mangais considerou que o que representam para o equilíbrio ambiental, a biodiversidade aquática e terrestre, tornam a sua conservação uma questão de sobrevivência da espécie humana e lamentou que os mangais estejam a ser destruídos, por depósito de resíduos, construção habitacional e comercial, utilização agrícola e por poluição com plástico, petróleo bruto e lixo electrónico. Bornito de Sousa, que foi o convidado de honra para esta conferência, terminou o seu discurso comprometendo Angola perante África e ao mundo, o desafio de plantar 1 milhão de mangais em toda a costa angolana, desafio estes que a segunda figura política angolana fez o repto para todos os outros países da costa africana. 

Leia o Discurso completo do Vice- Pr de Angola, AQUI

A realização desde grande evento que marcou a presença de vários líderes políticos africana para discutir o futuro dos mangais em África, para todos voluntários  Otchiva,  ficará para a história do continente, e em particular de Angola, quanto a preservação dos ecossistemas marinhos , pois acredita-se que daqui em diante, os países da costa africana, estarão com melhores ferramentas e condições para mobilizar a sociedade e os legisladores para que se adopte politicas integrantes e abrangentes na governação dos assuntos do mar, alicerçada numa estratégia transversal e multidisciplinar

Sobre o Dia Africano do Ambiente

O Continente Africano todos os anos comemora o dia o3 de Março, como o Dia africano do ambiente que foi decretado em 2002 aquando da realização da conferência africana dos Ministros do Ambiente. Nesta conferência, os Ministros da África fizeram a reflexão especial dos problemas ambientais do continente africano, onde traçaram uma política para o combate destes males, como é o caso das queimadas descontroladas, a erosão dos solos, o abate indiscriminado das espécies faunísticas, a gestão inadequada dos resíduos sólidos, a poluição das águas superficiais, entre outros. Esta data também passou a ser designada como Dia de Wangari Maathai, em homenagem à activista ambiental queniana.

Wangari Maathau

Segundo a agência ONU do Ambiente, Maathai merece o tributo por ter sido a primeira mulher africana a receber o Prémio Nobel da Paz, em 2004. A ativista morreu em 2011, após uma vida dedicada a “melhorar a situação das mulheres, fornecendo ajuda para que recuperassem ecossistemas degradados no mundo, em especial em África”. Maathai, que era professora universitária, foi também Campeã da Terra da ONU Ambiente e embaixadora da Boa Vontade para a Floresta da Bacia do Congo. Graças a um movimento criado pela activista, mais de 50 milhões de árvores foram plantadas no continente africano.

Leia as Recomendações Finais da União Africana sobre o fórum, AQUI 

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