50 HÉCTARES DE MANGAIS DEGRADADO NO NZETO COM PERDAS DE USD 3 MILHÕES ANUAIS

50 HÉCTARES DE MANGAIS DEGRADADO NO NZETO COM PERDAS DE USD 3 MILHÕES ANUAIS

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Hoje, 02 de Novembro, foi apresentado na Embaixada da Belgica em Luanda, o relatório público sobre as causas da degradação dos mangais no Municipio do Nzeto.

O presente relatório visou fornecer os detalhes do estudo que a Equipa técnica da Otchiva efectuou na área de influência da Foz do Rio Mbridge/Nzeto através de uma avaliação de impacto ambiental na planície de inundação, considerando os meio físico, biológicos e o meio socioeconômico da região. Os especialistas constataram uma degradadação de aproximadamente de 50 hectares de zonas de mangais, cuja os impactos para além de causar o desaparecimento local de ínumeras espécies como peixes, crustaceos, moluscos, aves migratorórias, inundações, erosões costeiras, esta degradação dos mangais provocou igualmente a migração de muitos pescadores que exploravam carangueijos, peixes, o que resulta numa perda finaceira de cerca de 3 milhões anuais, pois segundo dados da Organização das nações unidas (ONU), apontam que os serviços ecosssitemicos dos mangais são capazes de movimentar 57 mil dólares/ hectar/ano. E ainda a mesma organização diz ser possível extrair 11 kg de pescados e 4.5 de mariso apenas em 1 hectare de mangal conservado.

A equipa técnica Otchiva conseguiu identificar as possíveis causas que estão associados a destruição e degradação dos mangais na zona, ao final do estudo foi unanime em apontar que a principal causa é derivada por conta da existência de uma obra de engenharia civil, na qual obstruiu as passagens hídricas que alimentavam toda área do mangal e a situação recorrente chegou a alterar todo ciclo geológico dentro da planície de inundação e o problema é grave, porque afecta toda a biodiversidade da região.

Para os especialistas voluntários do Otchiva, as soluções passam no sentido de se viabilizar a retomada urgente das obras, desassorear toda a região de modo que a circulação hídrica volte ao normal gradualmente e que no futuro a flora mangal volte a se estabelecer de forma natural.

O levantamento deste estudo foi financiado pela Embaixada da Bélgica em Angola, apoiado pela Pumangol e pelo Governo do Zaire. A Equipa técnica de especialistas foi liderado pela engenheira Fernanda Renée, e fizeram parte da equipa técnica, os especialistas voluntários do Otchiva, a bióloga Karelia Costa, o cartografo Lourenço Lino, o especialista de impactos ambientais e auditoria Carmo Montenegro, o engenheiro civil Angelino Quissonde, a especialista em análises Química Yonara Freitas, o eng. Floretal Cacau Martins, o camera men, Vitorino Vilinga. De realça toda esta expedição foi acompanhada também por técnicos locais da provincia do Zaire e a comunidade local do Nzeto.

Ver relatório completo ( AQUI)

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